Epifisiólise atinge principalmente adolescentes

Um dos mais comuns problemas de quadril é a epifisiólise. Trata-se de uma doença nos ossos, que tem como consequência a separação da cabeça do fêmur, que fica no quadril, levando-a ao nível da placa de crescimento. Geralmente, ela é causada por traumas, desequilíbrio no sistema endócrino, inflamação, alimentação errada, estresse, hipotireoidismo ou até mesmo por questões genéticas.
De acordo com o ortopedista e especialista em quadril do Instituto de Vídeo-artroscopia, Ortopedia e Traumatologia (Ivot) de Londrina, a doença se manifesta com mais frequência durante a adolescência e entre os homens.
“A dor intensa no quadril e a consequente diminuição da movimentação dele é um indicativo de que a pessoa pode ter a epifisiólise. A criança começa a mancar de uma hora para outra, o colo femural apresenta alterações”, aponta, lembrando que é necessária a avaliação médica para determinar se o repouso é suficiente ou se o paciente precisará ser submetido a um tratamento cirúrgico.
“Neste caso, a gente introduz um parafuso através do colo do fêmur. Ele vai transpassar a placa de crescimento e chegar à cabeça que está escorregando. A prática não interfere no crescimento do osso”, explica.
No caso de quadro clínicos antigos, o procedimento adequado, segundo ele, é a osteotomia. “Uma parte do fêmur é cortada. Isso vai permitir que a cabeça reposicione-se no seu devido local”, finaliza.





